quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Desculpas

A quem estava esperando notícias de nossa viagem pela Europa, peço desculpas. A Internet aqui, para se conseguir é uma merda! Portanto, decidi escrever tudo sobre a viagem quando voltar ao Rio, recheada de fotos. No momento estamos em Roma e a qualquer momento posso cair. Então fico por aqui. Arriverderci.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vou-me embora

Vou-me embora

Vou-me embora

Vou buscar a sorte

Caminhos que me levam

Não têm Sul nem Norte

Mas meu andar é firme

E meu anseio é forte

Ou eu encanto a vida

Ou desencanto a morte...

Vou-me embora

Vou-me embora

Nada aqui me resta

Senão a dor contida

Num adeus sem festa.

Eu vou na ida indo

Que o temor desperta

Cuidar da minha vida

Que a morte é certa.

Quem disse que trazia

Até hoje não trouxe

O bem de se fazer

da vida amarga, doce.

Eu não espero o dia

Pouco me importa

Se o velho é sábio

Se a menina é louca

Se a tristeza é muita

Se a alegria é pouca

Se José é fraco

Ou se João é forte

Eu quero a todo custo

Encontrar a sorte.

Vou-me embora

Vou-me embora

E levo na partida

Resolução no peito

Firme e definida

Quem vem na minha ida

Ouve a minha voz

E cada um por si

E Deus por todos nós...

(Paulo Diniz)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

De volta ao meu canto

Estamos em novembro. Tanto tempo sem escrever. E constato que meu leitor fiel, o Dudu, continua firme. Boa cabeça, boas idéias as dele.
Custei a escrever e com isso, custei a achar meu próprio blog. Tive que recorrer ao Google e... tcharam.. me achei. Antes era dificil achar este meu blog no Google. Agora, foi fácil. Sinal de que já faço parte DELES! Como diz Ancelmo Gois, não é nada, não é nada, não é nada mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Bom, me dou as boas vindas e espero ter novidades, novas idéias, novos textos. Bye!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Passagem de ano

Acabo de assistir agora, via TV, a indigesta festa da passagem de ano. A de Copacabana, ao contrário dos anos anteriores, foi um fiasco, sem graça nenhuma. Um espelho do primeiro ano da gestão do Paes. Chamou-me mais a atenção, os milhares de pipocos dos flashes de câmeras fotográficas. Gostei mais de ver a festa em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, com uma bela árvores de Natal.
Só faltou jogarem de helicópteros, para o povo, inúmero panetones enfeitados com raminhos de arruda...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sai-te,égua!!!

Eita aninho féla da puta!!! Xô!!!!! Sai-te, égua!!!! que venha logo 2010!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O carequinha

Viu como a guarda municipal só atrapalha? Ia falar do carequinha e acabei me distraindo com os pupilos de Cesar... Mas sim, depois que o casalzinho municipal me disse que o carequinha era tranquilo e o que tinha era um radinho, lembrei-me que realmente poderia ser ele, o famoso rapaz da República do Peru. Figurinha fácil, que sempre andava, na década de 90, naquela rua do Posto 3/4.
Sempre bem vestido para um morador de rua, radinho na mão, headfone nos ouvidos, cantava em voz alta as músicas que ia ouvindo. Era tranquilo, não se metia com ninguém, mas se alguém caçoasse dele, ai virava bicho. Xingava e jogava pedra. Depois sumiu e só o voltei a ver, tempos depois, na altura da Siqueira Campos. E voltou a sumir de novo.
Então pensei que a carequinha poderia mesmo ser a cabeça dele... raspada. Talvez levado pelos, agora, fiscais do Paes para o abrigo dos mendigos, raspado a cabeça e solto mais uma vez... e me chamou a atenção a cabeça raspada. Por que raspam a cabeça dos mendigos quando os prendem? Pelo menos nos filmes se vê muito isso, raspagem de cabeça. Será por causa de piolhos? Mas se é por isso, é uma raspagem hipócrita, porque o homem da nossa historinha, o carequinha poderia não ter piolhos na cabeça, mas certamente teria pulgas, chatos e outros bichinhos mais, porque estava imundo. Será que dão banho nos abrigos?

Ah... Copacabana

Andando ontem por Copacabana, pouco antes de os traficantes darem ordens para que os comerciantes não abrissem suas lojas e de queimarem um ônibus em represália à ocupação pela PM do morro Pavão-Pavãozinho, vivi uma cena comum naquele bairro.
Ao atravessar a Figueiredo Magalhães, os gritos de "pega ladrão" ecoaram. Debandada geral, correcorre e lá vem o malandrinho, jovem, sujo, descalço, camisa enrolada na cabeça. correndo fugindo de quem o perseguia; atrás dele, todo desajeitado, um sujeito vestindo cinza, cabeça raspada, tipicamente con trejeitos de doente mental.
Pois bem, pude ver quando esse último sujeito levantou a blusa e colocou nas costas, preso ao seu bermudão, algo que me pareceu um facão. Preocupado, procurei nos arredores algum policial, algum guardinha municipal e... nada. Continuei perseguindo com os olhos o trajeto do carequinha. Ele atravessou a Copacabana e entrou em um supermercado que hoje ocupa o espaço antes pertencente a um bingo. Segui meu caminho.
Ao cruzar a Santa Clara, me aparecen dois guardas municipais. Um homem e uma mulher que vinham conversando animadamente. Parei e contei o que vi. Não deram a mínima. Quando me virei para ir embora, vejo a carequinha alguns metros na minha frente, e voltei a chamar os guardinhas que rindo me disseram que o haviam visto, mas que era inofensico e que o que tinha nas costas era o radinho.... e ficou por isso mesmo.
É sempre assim. A guarda municipal e nada é a mesma coisa. Nunca vi um guardinha prendendo alguém, cuidando de alguém.... as únicas coisas que os vi fazer é ficarem em grupinhos, de dois, três ou quatro conversando ou perseguindo e caindo de paulada em cima dos comerciantes, que bem ou mal ganham seu dinheiro nas ruas. Pior seria se estivessem assaltando, matando. Mas a guardinha de Cesar e agora de Paes só faz mesmo bater e bater. Como trogloditas.